Este é o meu canto. Não só no sentido musical como também é um recanto onde vos convido a estar por um pouco, para poderem ouvir, ver e, não fosse isto um blogue, LER!!!
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Festival Internacional de Saxofone de Palmela
terça-feira, 30 de junho de 2009
Fim do 1.º ano do novo ensino articulado
Caros colegas docentes,
Eis-nos no final do primeiro ano lectivo sob as regras do novo ensino articulado. A esta altura, já todos nós estamos fartos de reuniões de notas onde sofremos com estas regras e tentamos esquecer como correram os 1.º Graus deste ano.
Para quem desconhece, o ano lectivo que agora finda trouxe ao ensino especializado novas regras. A reforma foi essencial, no meu entender, para aproximar o ensino artístico do ensino regular, dando assim a oportunidade de estudar música e dança a mais alunos do que no sistema anterior. Ao revermos a história do ensino da música, é fácil perceber que durante muitos anos só os mais talentosos dos mais abastados tinham a possibilidade de seguir uma carreira académica nos conservatórios. Em Portugal, só as bandas filarmónicas (que regem grande parte das escolas de música) ofereçam este ensino àqueles que tinham menos posses, sempre em troca, claro, da sua contribuição para com a colectividade. Foi o meu caso!
A actual reforma do ensino especializado veio regularizar o sistema de ensino articulado, sob o qual os alunos vêem substituídas duas disciplinas do currículo regular por três especializadas, simplificando a elaboração dos protocolos entre as escolas especializadas e as regulares. Muito se discutiu sobre esta reforma (devem ter recebido vários emails sobre o assunto) mas, no fim das contas, penso que a resolução dos problemas tem um saldo positivo. Contudo, não há bela sem senão...
Uma das simplificações introduzidas diz respeito ao financiamento das escolas particulares. Até agora, existiam inúmeras regras relativas ao histórico das instituições particulares para que estas pudessem ser contempladas com o chamado "contrato patrocínio", o qual suportava grande parte dos custos dos alunos em supletivo (acumulam currículo regular com o artístico) e a totalidade dos articulados. Mas, atenção, só algumas escolas conseguiram esse feito e, na sua maioria, apenas para os 2.º e 3.º ciclos. Nas restantes os alunos teriam que "arrotar com a massa" ou a escola teria que reduzir muito as despesas com o corpo docente de forma a segurar os alunos. Agora, qualquer escola particular que obtenha um protocolo com uma escola de ensino regular tem acesso ao contrato patrocínio, o que resultou numa infernizada busca por alunos para o ensino articulado. O resultado disto: muitas escolas de música, principalmente aquelas que vinham sobrevivendo sem financiamento estatal, trabalharam 24h sobre 24h para arranjar alunos, sem olhar às aptidões destes e sem garantir que teriam adquirido as bases numa qualquer iniciação musical, o que é essencial para o ingresso no 1.º Grau. Enquanto os directores executivos resolveram as contas das suas escolas, nós, docentes, ficámos com a batata quente: alunos no 1.º Grau (que equivale ao 5.º Ano do 2.º Ciclo) sem qualquer formação musical de base e, quase na generalidade, sem perceberem como funciona o estudo especializado da música (muitos sem instrumento). Ah! E os alunos de supletivo têm agora de suportar todas as despesas...
Esta situação tem, obviamente, inúmeros problemas que me abstenho de relatar. Todos nós os sentimos durante este ano. Quero apenas deixar-vos a minha reflexão final. Quem originou directamente estes problemas não foi o governo, nem o ministério da educação nem muito menos o Sr. Sócrates (dizer que o problema vem sempre de cima é muito fácil). A comissão que trabalhou nesta reforma foi muito pressionada relativamente a outras questões pertinentes, as quais foram muito bem defendidas pelos colegas do Conservatório Nacional, pelo que muitas outras foram aceleradas para que o ano lectivo pudesse começar. E isso até que foi bem feito! O problema está no aproveitamento que os tais directores executivos fizeram desta situação - embora muitos deles se tenham visto forçados a fazê-lo por sobrevivência da escola - interessando-se apenas no dinheiro por cabeça, sem olhar às possíveis fraquezas que o ensino da música viria a beber desta reforma caso não houvesse certos cuidados.
E já agora, aviso-vos acerca dos directores matreiros que vos apresentam por esta altura a carta de não renovação de contrato sob pretexto de dificuldades económicas provocadas pela presente reforma; para além de vos estarem a roubar dois meses mais subsídio de férias, o tempo de serviço não vai ser contado na totalidade do ano lectivo, e depois eles vão querer renovar em Setembro, o que não podem fazer... Além disso, o financiamento por cabeça chega e sobeja para nos pagarem o que é devido.
domingo, 17 de maio de 2009
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Mimarte no Pico
Foi a minha primeira viagem ao arquipélago e fiquei com muita vontade de lá voltar, por três razões: a paisagem é maravilhosa, não há stress na vila das Lajes e, por último, a comida é óptima.
Deixo também uma agradecimento à Teresa que nos acolheu, e as melhoras à Ana que tornou possível a nossa ida aos Açores.
Para quem quiser um bocadinho desde nosso Portugal siga o link:
http://www2.guiadacidade.com/portugal/?G=monumentos.ver&artid=18852&distritoid=46
sexta-feira, 27 de março de 2009
Para ouvir...
quinta-feira, 12 de março de 2009
O Rei do Sax Alto
terça-feira, 10 de março de 2009
Dia de vento...
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Recitais Música com Ciência
Apresento-vos o projecto conjunto da Sociedade Artística e Musical dos Pousos e Politécnico de Leiria. O primeiro recital foi no passado dia 17 de Fevereiro e reuniu as estruturas de algumas construções com as estruturas das formas musicais standart. Vejam a reportagem do Jornal Região de Leiria no seguinte link:
http://www.regiaodeleiria.pt/index.php?lop=conteudo&op=621bf66ddb7c962aa0d22ac97d69b793&id=de14767859f7ab4a57feb39d4a709f86&drops[drop_edicao]=494&drops[drop_edicao]=494
domingo, 14 de dezembro de 2008
Casa Memória Lopes-Graça
A 1ª parte do concerto foi dedicada a obras a solo de compositores que, por variadas razões, estiveram relacionados com a composição de Lopes-Graça: Vila-Lobos, J. S. Bach e Eurico Carrapatoso. As interpretações foram muito boas; o Duarte, mais uma vez, realizou uma grande interpretação da homenagem a Jimmy Hendrix de Carrapatoso e a Carina abrilhantou o concerto com a Allemande da Partita para Flauta BWV 1013. De Lopes-Graça foram interpretadas as obras a solo Sonatina para guitarra e Sonatina para flauta transversal. A primeira, infelizmente, não me pareceu uma composição ao nível habitual do autor; baseada em apenas três ou quatro motivos, os três andamentos da Sonatina são, na minha humilde opinião, algo pobres no desenvolvimento. Após olhar para a partitura percebi que Lopes-Graça não conseguiu tirar partido do potencial do instrumento e, em alguns momentos, a escrita parece estar mais adequada ao piano que à guitarra. No entanto, devido à forte criatividade do Duarte, a peça até acabou por ter algum interesse. Já a Sonatina para flauta é uma composição de maior qualidade e que permite ao intérprete mostrar alguns virtuosismos como o flatterzung; a Carina correspondeu com uma óptima interpretação.
A 2ª parte do concerto foi dedicada a obras de Lopes-Graça para duo de guitarra e flauta transversal. As duas obras interpretadas – das quais não me lembro do nome – são, a meu ver, menos interessantes que as obras, em geral, do compositor natural de Tomar. A primeira, composta em estilo livre e de linguagem atonal volta a ser, tal como a Sonatina para guitarra, algo pobre nos desenvolvimentos; há mesmo momentos em que apetece ouvir mais um pouco e o andamento simplesmente termina… Já a segunda obra, um conjunto de nove canções tradicionais “transformadas” por Lopes-Graça, denota um maior esforço do compositor em colocar efeitos nos dois instrumentos em comunhão com uma línguagem atonal. A junção das linguagens tradicional e atonal dão uma cor extraordinária e diferente às canções, embora estejam ainda longe das enormes capacidades de Lopes-Graça. A última obra do concerto foi o Café de Piazzolla, um dos andamentos da Histoire du Tango.
Gostaria de dar os parabéns aos colegas pelas prestações em palco. Já agora aviso que poderemos em breve ouvir este concerto na Antena 2 (vejam a programação).
Um beijinho muito especial para a Carina que se viu obrigada a fazer um esforço suplementar devido à um horrível ataque de sinusite.
ps: só duas notas muito negativas que não dizem respeito aos músicos. Em primeiro lugar considero inadmissível que um concerto pago não seja devidamente anunciado; todos os que se deslocaram ao nosso querido Cine-Teatro esperavam uma entrada gratuita pois nada em contrário havia sido referido, o que levou alguns a abandonarem as instalações depois de contestarem a situação. Dou a responsabilidade deste erro inadmissível à organização conjunta Canto Firme/C. M. Tomar. A segunda nota negativa, e completamente deplorável, deve-se à enorme falta de respeito da gestão do bar Jazzinside – localiza-se nos corredores do Cine-Teatro – que incomodou a plateia com a sua música ambiente. A situação manteve-se mesmo após os técnicos do teatro terem pedido encarecidamente para baixarem o volume. Meus amigos! Isto não só é falta de respeito como é também muito estúpido…
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
80º Aniversário do Quarteto "La Garde"
Hoje dia 2 de Dezembro de 2008 celebra-se o 80º aniversário do primeiro grande quarteto de saxofones: "La Garde".
Sob liderança do grande e histórico saxofonista Marcel Mule, o quarteto "La Garde" estreou-se em 1928 na cidade de La Rochelle. O nome deve-se à principal profissão dos seus elementos: eram todos músicos na banda sinfónica da Guarde Republicaine de Paris. Alguns anos mais tarde o nome da formação foi alterado para Le quatour de saxophones de Paris. Foi a primeira formação composta por saxofones a figurar nas listas dos melhores grupos de música de câmara.
Fica assim assinalada a data....

