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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Festival Bons Sons 2010

A terceira edição do Festival Bons Sons a decorrer nos dias 20, 21 e 22 de Agosto 2010 na aldeia de Cem Soldos, Tomar, já está em andamento. Visitem o site:

Bons Sons 2010

sábado, 29 de agosto de 2009

16º Estágio ONST - para ouvir

Olá a todos,

Aqui ficam os links para baixar dois dos concertos da Orquestra Nacional de Sopros dos Templários (16º Estágio) sob direcção do maestro Carlos Amarelinho, tudo disponibilizado pelo nosso caro amigo Filipe Freitas.

Desfrutem.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Para ouvir...

Deixo-vos o audio da peça Deux Mouvements, gravação ao vivo (caseira) do concerto da ONST a 30 de Agosto de 2008. As fotos não são as melhores mas sempre servem para lembrar o encontro de todos os jovens que participaram no 15º Estágio da Orquestra e entreter quem ouve. 

Comentem e critiquem à vontade. 




domingo, 14 de dezembro de 2008

Casa Memória Lopes-Graça

Este mês de Dezembro ficará marcado pela inauguração (13 de Dezembro) da Casa Memória Lopes-Graça em Tomar. Neste âmbito estão a realizar-se vários eventos de comemoração deste museu que dignifica a cidade e o compositor. Hoje escrevo sobre o concerto de guitarra e flauta transversal da passada sexta-feira (12 Dezembro) dos colegas Ana Carina e Duarte Lamas, realizado no Cine-Teatro Paraíso.

A 1ª parte do concerto foi dedicada a obras a solo de compositores que, por variadas razões, estiveram relacionados com a composição de Lopes-Graça: Vila-Lobos, J. S. Bach e Eurico Carrapatoso. As interpretações foram muito boas; o Duarte, mais uma vez, realizou uma grande interpretação da homenagem a Jimmy Hendrix de Carrapatoso e a Carina abrilhantou o concerto com a Allemande da Partita para Flauta BWV 1013. De Lopes-Graça foram interpretadas as obras a solo Sonatina para guitarra e Sonatina para flauta transversal. A primeira, infelizmente, não me pareceu uma composição ao nível habitual do autor; baseada em apenas três ou quatro motivos, os três andamentos da Sonatina são, na minha humilde opinião, algo pobres no desenvolvimento. Após olhar para a partitura percebi que Lopes-Graça não conseguiu tirar partido do potencial do instrumento e, em alguns momentos, a escrita parece estar mais adequada ao piano que à guitarra. No entanto, devido à forte criatividade do Duarte, a peça até acabou por ter algum interesse. Já a Sonatina para flauta é uma composição de maior qualidade e que permite ao intérprete mostrar alguns virtuosismos como o flatterzung; a Carina correspondeu com uma óptima interpretação.

A 2ª parte do concerto foi dedicada a obras de Lopes-Graça para duo de guitarra e flauta transversal. As duas obras interpretadas – das quais não me lembro do nome – são, a meu ver, menos interessantes que as obras, em geral, do compositor natural de Tomar. A primeira, composta em estilo livre e de linguagem atonal volta a ser, tal como a Sonatina para guitarra, algo pobre nos desenvolvimentos; há mesmo momentos em que apetece ouvir mais um pouco e o andamento simplesmente termina… Já a segunda obra, um conjunto de nove canções tradicionais “transformadas” por Lopes-Graça, denota um maior esforço do compositor em colocar efeitos nos dois instrumentos em comunhão com uma línguagem atonal. A junção das linguagens tradicional e atonal dão uma cor extraordinária e diferente às canções, embora estejam ainda longe das enormes capacidades de Lopes-Graça. A última obra do concerto foi o Café de Piazzolla, um dos andamentos da Histoire du Tango.

Gostaria de dar os parabéns aos colegas pelas prestações em palco. Já agora aviso que poderemos em breve ouvir este concerto na Antena 2 (vejam a programação).

Um beijinho muito especial para a Carina que se viu obrigada a fazer um esforço suplementar devido à um horrível ataque de sinusite.

ps: só duas notas muito negativas que não dizem respeito aos músicos. Em primeiro lugar considero inadmissível que um concerto pago não seja devidamente anunciado; todos os que se deslocaram ao nosso querido Cine-Teatro esperavam uma entrada gratuita pois nada em contrário havia sido referido, o que levou alguns a abandonarem as instalações depois de contestarem a situação. Dou a responsabilidade deste erro inadmissível à organização conjunta Canto Firme/C. M. Tomar. A segunda nota negativa, e completamente deplorável, deve-se à enorme falta de respeito da gestão do bar Jazzinside – localiza-se nos corredores do Cine-Teatro – que incomodou a plateia com a sua música ambiente. A situação manteve-se mesmo após os técnicos do teatro terem pedido encarecidamente para baixarem o volume. Meus amigos! Isto não só é falta de respeito como é também muito estúpido…

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

José Menezes + Carlos Barreto + José Salgueiro



O José Menezes veio visitar a minha querida cidade e eu, como é óbvio, fui ouvir o que ele tinha para nos dar. O concerto teve lugar no Jazzinside Quarteto Bar, em Tomar (Rua do Teatro), no passado dia 10 de Setembro (2008). Foi excepcional! São de facto três dos melhores músicos nacionais. Apresentaram uma miscelânea de temas; alguns clássicos mas essencialmente composições do Carlos e do Menezes, abordando as várias actuais linguagens do Jazz moderno. Um concerto de muito boa qualidade

Já o espaço não lhes fica atrás. É pequenino mas grande em estilo, ambiente e cultura. Obviamente é um espaço dedicado ao Jazz, contudo é possível sentir a presença de “outras músicas”, não só pelas revistas e jornais que se encontram no hall mas também pela programação. Parabéns por esta iniciativa que está a ter (e continuará a ter) muito sucesso. Para quem ainda não sabe, os concertos são de entrada gratuita; as bebidas são as mais caras da cidade mas a qualidade cultural compensa e bem! Podem aceder a http://www.jazzinside.net/ para mais info.

Sinto que o primeiro Club de Jazz tomarense está a ganhar forma. Só espero que não comece a ser frequentado por aquele público que só vai “ver” música para ser visto...

ps: gostaria de dizer àquele grupito de meninas que quando alguém está em palco, mesmo num bar, é suposto nós conseguirmos ouvir o que fazem e não unicamente as vossas irritantes conversas acerca de namorados ainda mais irritantes. Obrigado!

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

15º Estágio da ONST

Decorreu nos dias 18 a 30 de Agosto mais um estágio da Orquestra Nacional de Sopros dos Templários, projecto da S. F. Gualdim Pais de Tomar. Realizaram-se quatro concertos – Mação, Sardoal, Sertã e Tomar – e a direcção ficou a cargo do maestro Otavio Mas Arocas.

Tive o prazer voltar a colaborar com a ONST e desta vez realizei um dos meus objectivos enquanto estudante de música. A orquestra é uma iniciativa que pretende ser um espaço de aperfeiçoamento para jovens músicos por isso vi neste projecto a oportunidade de complementar a minha formação. É certo que já não sou tão jovem quanto os meus colegas de orquestra, o que se deve ao meu tardio despertar para a música, mas a verdade é que nunca tive a oportunidade de ser solista numa orquestra de escola. Como considero esta experiência fundamental para a formação de um músico decidi propor-me como solista á direcção do 15º Estágio da ONST. E assim foi! A obra interpretada foi Deux Movements de André Waignein, um clássico do reportório para saxofone solo e orquestra aqui num arranjo para orquestra de sopros. Aprendi muito com esta situação, o que será muito importante para a minha carreira que agora se inicia, por isso aconselho todos os jovens músicos a fazerem o mesmo. Agradeço o apoio dos colegas e amigos da orquestra, o excelente trabalho do maestro Otavio e a disponibilidade do Prof. Jaime Antunes que tem tido uma importância especial nos últimos estágios.

Acima da importância pessoal que este estágio teve para mim, há que realçar o extraordinário desafio que o maestro Octavio nos trouxe: duas obras contemporâneas, uma em estreia mundial, outra em estreia europeia. Tal como muitos outros músicos e professores, eu considero que as linguagens contemporâneas são “mal” aplicadas nos programas dos nossos conservatórios. Eu sei que as coisas têm mudado, especialmente com as mais recentes gerações de músicos/professores, mas o ensino vocacional da música em Portugal tem deixado estas linguagens para o fim da formação do músico. A meu ver isso gera alguns preconceitos nos alunos pelo que deve estar presente na aprendizagem o mais cedo possível. Por estas razões, vi no desafio do maestro uma oportunidade única e muito importante para os jovens músicos da orquestra, muitos dos quais nunca tinham contactado com tal realidade. Também os públicos dos quatro concertos aprenderam algo de muito novo. Contudo, as obras interpretadas não são nenhuma novidade no panorama musical mundial; são os públicos e os alunos portugueses que não estão familiarizados com tais sons!

Em traços gerais, o estágio foi muito bom e os concertos foram de boa qualidade. Deixo-vos algumas fotos do concerto em Tomar (30 de Agosto, 2008) e peço a quem assistiu aos concertos que deixem aqui os seus comentários.

Parabéns a todos os envolvidos no 15º Estágio da ONST.