terça-feira, 6 de novembro de 2012

Adolphe Sax

 

Foi na década de 1840 que Adolphe Sax, seguindo as pisadas do pai, criou o instrumento mais recente da história da música (excluindo os instrumentos eléctricos). Além disso, o saxofone é o único do qual sabemos o nome do seu criador e quando foi inventado. É também único ao receber o apelido do inventor. Conhecem algum luthier chamado António Trompa ou Josefino Oboé? E um Francisco Fagote? Pois, eu também não… O melhor de tudo é que saxofone escreve-se e soa de forma semelhante em todas as línguas, algo se só acontece com o piano (que por sua vez recebeu esse nome por ser o primeiro instrumento de teclas a tocar piano ou forte)!

Não é só o nome que faz do saxofone um instrumento ímpar na história da música. Adolphe procurava um instrumento que lhe trouxesse fama não só por ter características melhoradas em relação a outros, mas também por emitir uma sonoridade mais rica. Infelizmente não viveu o suficiente para perceber que o seu som (sax + phone) se tornou rapidamente num sucesso mundial, tocado em todos os géneros musicais desde as canções tradicionais dos Balcãs a obras sinfónicas de Debussy ou Milhaud, passando pela chamada “música contemporânea” para a qual é um instrumento extremamente versátil.

Mas não foi só pelo saxofone que Adolphe Sax foi mestre da inovação. Melhorou o sistema de cilindros dos metais, é responsável pelo clarinete baixo moderno e por bastantes inovações no clarinete soprano, foi o melhor luthier de tubas e trompas do seu tempo, por fim admirado por Berlioz.

O “luthier imperial”, assim nomeado por Napoleão III, nasceu em Dinant a 6 de novembro de 1814. Daqui a dois anos passará os 200 anos do seu nascimento.

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