segunda-feira, 8 de setembro de 2008

15º Estágio da ONST

Decorreu nos dias 18 a 30 de Agosto mais um estágio da Orquestra Nacional de Sopros dos Templários, projecto da S. F. Gualdim Pais de Tomar. Realizaram-se quatro concertos – Mação, Sardoal, Sertã e Tomar – e a direcção ficou a cargo do maestro Otavio Mas Arocas.

Tive o prazer voltar a colaborar com a ONST e desta vez realizei um dos meus objectivos enquanto estudante de música. A orquestra é uma iniciativa que pretende ser um espaço de aperfeiçoamento para jovens músicos por isso vi neste projecto a oportunidade de complementar a minha formação. É certo que já não sou tão jovem quanto os meus colegas de orquestra, o que se deve ao meu tardio despertar para a música, mas a verdade é que nunca tive a oportunidade de ser solista numa orquestra de escola. Como considero esta experiência fundamental para a formação de um músico decidi propor-me como solista á direcção do 15º Estágio da ONST. E assim foi! A obra interpretada foi Deux Movements de André Waignein, um clássico do reportório para saxofone solo e orquestra aqui num arranjo para orquestra de sopros. Aprendi muito com esta situação, o que será muito importante para a minha carreira que agora se inicia, por isso aconselho todos os jovens músicos a fazerem o mesmo. Agradeço o apoio dos colegas e amigos da orquestra, o excelente trabalho do maestro Otavio e a disponibilidade do Prof. Jaime Antunes que tem tido uma importância especial nos últimos estágios.

Acima da importância pessoal que este estágio teve para mim, há que realçar o extraordinário desafio que o maestro Octavio nos trouxe: duas obras contemporâneas, uma em estreia mundial, outra em estreia europeia. Tal como muitos outros músicos e professores, eu considero que as linguagens contemporâneas são “mal” aplicadas nos programas dos nossos conservatórios. Eu sei que as coisas têm mudado, especialmente com as mais recentes gerações de músicos/professores, mas o ensino vocacional da música em Portugal tem deixado estas linguagens para o fim da formação do músico. A meu ver isso gera alguns preconceitos nos alunos pelo que deve estar presente na aprendizagem o mais cedo possível. Por estas razões, vi no desafio do maestro uma oportunidade única e muito importante para os jovens músicos da orquestra, muitos dos quais nunca tinham contactado com tal realidade. Também os públicos dos quatro concertos aprenderam algo de muito novo. Contudo, as obras interpretadas não são nenhuma novidade no panorama musical mundial; são os públicos e os alunos portugueses que não estão familiarizados com tais sons!

Em traços gerais, o estágio foi muito bom e os concertos foram de boa qualidade. Deixo-vos algumas fotos do concerto em Tomar (30 de Agosto, 2008) e peço a quem assistiu aos concertos que deixem aqui os seus comentários.

Parabéns a todos os envolvidos no 15º Estágio da ONST.




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